sábado, 14 de julho de 2012

TITO E FILEMON


ESTUDO DOS 66 LIVROS DA BÍBLIA
ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADO
                                                                          
ATENÇÃO: Antes de iniciar sua leitura faça uma oração pedindo orientação ao Espírito Santo. Para maior compreensão do estudo, use sua Bíblia, pois ao longo o texto contém várias citações que precisam ser conferidas.
Esse estudo está disponibilizado no site:

www.ebdcomunidadevida.com
 Boa leitura!



TITO E FILEMOM

Tito e Filemom apresentam Jesus Cristo, nosso Modelo e nosso Senhor e Mestre

A CARTA A TITO

A importância das boas obras é salientada nessa epístola. Não que sejamos salvos por boas obras, mas para boas obras. Deus apresenta seu ideal para a igreja, seus oficiais e membros.
A epístola a Tito foi escrita por Paulo. Tito era bispo de Creta, um posto difícil (1.12,13). Paulo lhe dera a árdua tarefa de acabar com as diferenças em Corinto e, com tato, persuadir a igreja a agir de maneira certa na questão das divisões. A segunda carta aos Coríntios mostra como Tito foi bem-sucedido em sua missão. Tito era gentio. Sem dúvida, foi um dos convertidos de Paulo nos primeiros anos de seu ministério. Acompanhou Paulo e Barnabé na viagem a Jerusalém, dezessete anos depois da conversão do apóstolo.
Quando Paulo soube que Apoio estava para ir a Creta, aproveitou a oportunidade para mandar uma carta aTito. Esta cheia de conselhos práticos ao jovem pastor, orientando-o em sua administração e prevenindo-o contra os hereges daqueles dias. Ele pede que Tito vá vê-lo e o informe da condição da igreja na ilha.
Ainda que fosse uma carta pessoal, sem dúvida deveria ser lida à igreja também.
A carta é muito parecida com 1Timóteo. Foi escrita na mesma época e trata dos mesmos assuntos.

DEVERES DOS OFICIAIS DA IGREJA (Tt 1)

Paulo apresenta-se como “servo” de Jesus Cristo e como seu apóstolo. Gosta de chamar-se servo ou escravo de Cristo. Em outra ocasião, ele diz de Cristo: “de quem eu sou e a quem eu sirvo”. É terrível ser escravo de alguém ou de alguma coisa, mas ser escravo de Jesus Cristo, comprado por ele, é maravilhoso. É uma servidão de amor.
Spurgeon disse certa vez: “Na graça, você pode estar preso sem ser escravo. Estou preso pelos laços do matrimônio, mas não me sinto escravizado. Pelo contrário, é uma alegria estar preso assim”.
Paulo tinha os olhos postos no céu ao aproximar-se do fim de sua carreira terrena. Ele diz que seu apostolado é “para promover a fé que é dos eleitos de Deus [...] na esperança da vida eterna” (1.1,2).

INICIANDO UMA IGREJA

Paulo deixou Tito em Creta para supervisionar o trabalho da igreja ali. Era uma situação difícil, mas Paulo lhe havia confiado uma tarefa difícil antes, em Corinto, e ele tinha resolvido o problema. Em Creta, deveria pôr as coisas em ordem e constituir presbíteros em cada cidade (1.5).
As qualificações dos oficiais da igreja são claramente apresentadas. Só homens de caráter deveriam ser escolhidos: irrepreensíveis no lar (1.6), irrepreensíveis em sua vida pessoal (1.7,8) e fiéis à Palavra (1.9).
Como você age no lar? Que tipo de crente você é ali? Essa é, muitas vezes, a prova do seu cristianismo. É a vida no lar que importa. Ele é a maior agência de evangelização, e, por essa razão, o pastor deve servir de exemplo ao povo. Deve ser marido de uma só mulher, mas não é obrigado a casar-se como se exige dos padres da Igreja Ortodoxa Grega. Por outro lado, não deve ser impedido de casar, como decreta a Igreja Católica Romana. Visto que o ministro é julgado por sua vida familiar, deve orientar bem os filhos, porque o que não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus (lTm 3.5)? Deve ser homem de coragem moral e compassivo. Deve saber ensinar e encorajar os outros mediante seu ensino.
As igrejas de Creta vinham sendo transtornadas por mestres de fora, os quais, por ganância, estavam pervertendo casas inteiras (1.11). Isso provavelmente se referia a congregações inteiras, porque as igrejas primitivas se reuniam em casas particulares. Paulo chama a esses indivíduos abomináveis e desobedientes (1 .16) e diz que é preciso fazê-los calar. Exige que sejam tratados com severidade. Quanta doutrina falsa há hoje por toda parte! Cultos e seitas são inicjados por homens e mulheres com o propósito de fazer fortuna.

Um firme fundamento

Durante um terremoto ocorrido na Califórnia em 1906, uma senhora idosa permaneceu em seu quarto, sentada na cadeira de balanço, cantando alegremente enquanto ao seu redor todos corriam apavorados. Depois que tudo passou, alguém lhe perguntou como pôde sentir tanta paz.”Oh”, respondeu ela, “sentia-me feliz ao pensar que o meu Deus era poderoso bastante para sacudir o mundo daquela maneira, enquanto me sustentava segura em sua mão. Nem tive tempo de ter medo”.
Assim também nos dias em que vivemos, quando tudo ao nosso redor está sacudindo em confusão, firmemos a nossa fé não nos raciocínios e opiniões de homens, mas na infalível Palavra de Deus. Só por ela podemos julgar as doutrinas novas e estranhas e fazer calar os que manejam enganosamente a Palavra de Deus (1.9-11).

DEVERES DOS MEMBROS DA IGREJA (Tt 2 e 3)
Paulo acreditava que a doutrina deve expressar-se na vida, por isso dirigiu uma palavra a Tito acerca dos idosos (2.2,3), los jovens (2.4-6) e dos escravos (2.9,10).

Aos idosos:
“Aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis sensatos, sadios na fé, no amor e na constância’ (2.2).
“Às mulheres idosas, [...] que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras no bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos” (2.3,4).
Aos jovens:
Que sejam criteriosos, exemplos de uma vida nobre (2.6).
Aos servos:
Que sejam obedientes aos seus senhores, zelosos e fiéis; saibam agradara não sejam respondões nem furtem (2.9,10).

ORNAMENTOS DA DOUTRINA DE DEUS
É maravilhoso pensar que podemos ornar pelo nosso viver, em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador (2.10). Assim como colocamos uma moldura num quadro para realçar-lhe a beleza e torná-lo mais atraente, também devemos adornar e tornar mais belo o evangelho de Cristo. Um rei é mais facilmente reconhecido como tal em suas vestes reais do que se estiver em trajes comuns. Podemos abrilhantar ou desfigurar o evangelho. Como é o “evangelho segundo você”? Em todas as coisas seja padrão de boas obras (2.7). A prova da comunhão não está no calor da devoção, mas na santidade da vida. Não podemos viver com base nas emoções. Alguns confundem sentimento religioso com santidade, e bons pensamentos com bom procedimento. Pode-se usar e abusar da emotividade religiosa.
Sejam tão fiéis em suas atitudes e obrigações que os que criticam a sua religião tenham de calar-se (2.8). Leve os outros a dizer: “Se Cristo pode fazer isso por você, deve haver alguma coisa em sua religião”.
Não somos salvos por boas obras mas PARA boas obras. Paulo diz que somos salvos pela misericórdia de Deus (3.5) e justificados por sua graça (3.7). Mas, tendo sido salvos por preço tão alto, devemos mostrá-lo por meio da prática de “boas obras”.
Deus não nos salvou como resultado de nossas boas obras, mas por sua bondade e de acordo com a sua misericórdia. Ele purificou-nos com seu sangue e deu-nos nova vida pelo seu Santo Espírito.
Boas obras
“padrão de boas obras” — 2.7
“zeloso de boas obras” — 2.14
“prontos para toda boa obra” — 3.1
“solícitos na prática de boas obras” — 3.8
“aprendam [...] a distinguir-se nas boas obras” —3.14

Paulo insiste com os cidadãos do reino celestial que sejam bons cidadãos do país sob cuja bandeira vivem. Todo cristão deve sujeitar-se às autoridades (3.1,2; Rm 13.1-7; lPe 2.13-17).
Não diga nada a respeito de uma pessoa se não puder dizer uma coisa boa, é um bom conselho a seguir. Era o que Paulo dizia: “Não difamem a ninguém; nem sejam altercadores”. Mostrem espírito de mansidão no trato com os outros. “Pois nós, também, outrora, éramos néscios”. Tínhamos todas as faltas que agora detestamos nos outros (3.2,3). Convém lembrar que aquilo que criticamos nos outros pode bem ser o nosso ponto fraco. Gostamos de chamar atenção para essas faltas nos outros a fim de desviar os olhos de nós.
Evite controvérsias e discussões tolas. Elas são sempre sem proveito. Em geral uma discussão só serve para fortalecer a convicção da outra pessoa. Faça tudo o que puder para corrigir uma
pessoa, mas, se ela persistir em provocar divisões, depois de admoestada uma ou duas vezes, não há nada mais que dizer-lhe. Rejeite-a (3.10). Dedique o seu tempo à prática do bem.

A CARTA A FILEMOM

O amor cristão e o perdão são realçados nessa carta. Ela revela o poder do evangelho para ganhar um ladrão e escravo foragido e para mudar o modo de pensar de seu senhor. um livro de “cristianismo aplicado” um manual de serviço social.
Essa é uma carta-modelo escrita por um mestre escritor. Ë uma epístola pessoal de Paulo a Filemom. Tem só um capítulo com 25 versículos, mas encerra declarações tão incisivas e belas, expressas de tal forma, que a carta se destaca como jóia, mesmo no Livro dos livros.
Note a delicadeza e o tato de Paulo. Podemos fazer das nossas cartas um ministério para Deus, se agirmos assim. Aqueles que acham difícil falar de Cristo a alguém podem escrever a respeito dele. Além do mais, a carta tem a vantagem de poder ser lida, relida e meditada. Use da pena para escrever aos seus amigos. Lembre-se de que tudo o que foi preservado do ministério de Paulo veio principalmente por suas epístolas. Que herança preciosa representam para todos os cristãos hojel Para apreciar o que Deus pensa de cartas, basta ver quantas ele conservou para nós nas Escrituras Sagradas.
Nessa carta, Paulo intercede junto a Filemom, destacado membro da igreja de Colossos, a favor de um escravo foragido, de nome Onésimo, que roubara uma quantia de seu senhor e fugira para Roma. Lá, veio a encontrar-se providencialmente com Paulo e converteu-se a Cristo. Onésimo conquistou o coração de Paulo por servir-lhe tão devotadamente, mas Paulo sabia que ele era escravo de Filemom e não podia conservá-lo permanentemente.
Por isso, Paulo o manda de volta e roga a Filemom que o receba de novo. Ele se responsabiliza pelas dívidas de Onésimo, pedindo que as ponha em sua conta. Queria livrar o escravo foragido do severo e cruel castigo que merecia de acordo com a lei romana.
Essa epístola trata do problema da escravidão. Paulo não exige sua abolição, mas mostra que ela nunca poderá ser fruto do cristianismo. A bela carta do idoso servo de Deus, em cadeias pelo evangelho, prefigurava o dia em que os laços do amor de Cristo romperiam os grilhões da escravidão.
Onésimo era apenas um dos muitos escravos pertencentes a uns poucos senhores. No ano 300 a.C., 21 mil cidadãos de Atenas possuíam 400 mil escravos. A situação não era muito diferente no Império Romano, quando essa carta foi escrita, Os senhores romanos possuíam de dez a 200 escravos e, às vezes, mais de mil, que não tinham direito à vida ou à liberdade.

PAULO INTERCEDE POR ONÉSIMO (Fm 1-25)

Temos aqui uma carta de Paulo, o velho (v. 9). Nem sempre é o passar dos anos que envelhece, O apóstolo envelheceu prematuramente em razão de trabalho, angústia e aflição de espírito. Contava cerca de 60 anos, mas era prisioneiro e, como tal, apelou para seu amigo Filemom.
Paulo intitula-se prisioneiro e não usa a autoridade de apóstolo, como na carta aos Colossenses. Escreve como um amigo a outro. Ele o chama de amado Filemom, também “nosso colaborador” (v. 1). Não o diz para lisonjeá-lo, mas porque sempre procurava o que havia de bom nos outros.
A carta é dirigida a um homem e sua esposa e, possivelmente, a um filho, residentes em Colossos. Um pequeno grupo de cristãos reunia-se na casa deles. Paulo apresenta o belo quadro de um lar cristão nos dias da igreja primitiva. Essa família era o núcleo da igreja local, e, sem dúvida, outros cristãos se uniam a eles para o culto. Uma das causas do declínio espiritual de hoje é a falta da “igreja que está em tua cas’. Há uma em sua casa? Ela começa em torno do culto doméstico.
Paulo sempre começa suas cartas com elogios, a não ser que houvesse alguma razão para não fazê-lo, como em Gálatas. Ele fala de amor e fé e da alegria que tem na comunhão com eles. Embora uma grande distância o separe de seu amigo Filemom, a ajuda bondosa dispensada por ele a outros tinha feito bem ao apóstolo naquela distante prisão romana. Ele ora para que Filemom continue sempre crescendo na fé.
Paulo era profundo conhecedor da natureza humana. O quadro que apresenta de si mesmo como “velho e, agora até prisioneiro de Cristo Jesus” (v. 9) abre uma torrente de simpatia no coração de Filemom ao ler a carta de seu amigo. Onésimo, cujo nome significa “proveitoso” roubara seu senhor e fugira para a grande cidade de Roma. De algum modo, entrou em contato com o pequeno grupo de cristãos que cercavam Paulo e converteu-se. O apóstolo manda Onésimo de volta ao seu senhor com esse bilhete pessoal e amigo. O servo, antes inútil, agora lhe será útil. Cristo torna o homem útil aos outros.
Ao tratar do assunto principal da carta, Paulo não vai direto a ele. Prevendo ira em Filemom, usa do maior tato. Admite que Onésimo não fora útil no passado, mas faz uso de um jogo de palavras com o nome dele, esperando criar uma disposição favorável em Filemom.
Enquanto Filemom lê com voz trêmula a carta, Áfia enxuga os olhos no avental e o filho Arquipo limpa a garganta. Os três entenderam a mensagem. Paulo tinha alcançado o seu propósito. Onésimo, que estava junto à porta nervoso, sorri aliviado. A tensão havia terminado.
A atitude de Paulo para com Onésimo exemplifica a obra de Deus a favor do pecador. Paulo não subestima o pecado, mas intercede pelo culpado com base em seu próprio mérito aos olhos de Filemom, seu amigo. Mais que isso, ele assume pessoalmente a responsabilidade pela dívida de Onésimo. “Lança tudo em minha conta” (1.18), diz ele. Essa é a mensagem do evangelho. Porque Cristo levou os nossos pecados em seu próprio corpo no madeiro. É o que Cristo faz — toma o lugar do pecador.

ADMINISTRAÇÃO SOCIAL

O segredo da solução do problema entre capital e trabalho está no amor de Cristo, tal como existiu entre Filemom e Onésimo depois que o escravo voltou ao lar.
Essa epístola dá-nos uma idéia clara da atitude do cristianismo para com a organização social do mundo. O assunto da carta é a escravidão, prática comum naqueles dias. Se a escravidão é um erro, por que Paulo não o declarou, em vez de aparentemente concordar na carta que dirigiu ao dono do escravo foragido? Se Paulo tivesse criado um caso relacionado com a escravidão, estaria reduzindo a sociedade a frangalhos. Em vez disso, apresenta princípios que certamente iriam solapar a escravidão e que, a seu tempo, realmente o fizeram. A fraternidade em Cristo é mais do que emancipação. O cristianismo não só liberta os escravos, mas também ensina que tanto eles como seus senhores são um em Cristo.
Terá o cristianismo acabado com a escravidão no mundo? Com ele, começou a abolição da escravatura. Esse terrível mal tem sido eliminado onde quer que o amor fraternal em Cristo se tenha revelado. Todavia, há ainda regiões no mundo onde a escravidão é praticada. Às vezes, vem disfarçada sob outros nomes, mas onde quer que se comercialize a vida humana, ou se pratique o trabalho forçado, ela existe. Para acabar com ela, é preciso que o indivíduo mude seu modo de pensar. Cristo veio transformar o homem; ele nos liberta da escravidão do pecado nos manda sair para abolir toda espécie de escravidão.
Se foi aTimóteo ou aTíquico que Paulo ditou essa carta, ele tomou depois o estilete ou a pena e escreveu com as letras mal traçadas de um míope: “Eu, Paulo, de próprio punho o escrevo:
Eu pagarei — para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo” (v. 19).

VITAMINAS ESPIRITUAIS / DOSES MÍNIMAS DIÁRIAS

Domingo: OFICIAIS DA IGREJA Tito 1.1-9
Segunda: INIMIGOS DA IGREJA Tito 1.10-16
Terça: INFLUËNCIA DA IGREJA Tito 2.1-8
Quarta: ORNAMENTOS DA IGREJA Tito 2.9-15
Quinta: RECOMENDAÇÕES À IGREJA Tito 3.1-15
Sexta: UM CAVALHEIRO CRISTÃO Filemom 1-7
Sábado: INTERCESSÃO DE UM PRISIONEIRO Filemom 8-25

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